sábado, 3 de dezembro de 2016

"The Big Book of Christmas Mysteries"


Eis um livro que já está lá por casa há uns três Natais e todos anos têm sido lidas algumas das histórias natalícias de mistério nele contidas.

Até agora e sem qualquer dúvida, a preferida é "The Thieves Who Couldn't Help Sneezing" do Thomas Hardy (inclusivé levou-me a ler outros livros do autor, como o fabuloso "Far from the Madding Crowd " / "Longe da Multidão", das mais belas histórias de amor que conheço).

Vamos ver que surpresas nos revelam as próximas aventuras misteriosas!

Capa retirada da net

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Boas Festas - Cavaleiro Andante - 1952

Capa de Fernando Bento - nº 51 - 20 de Dezembro

Nas memórias que me têm acompanhado ao longo da vida, o Cavaleiro Andante faz parte. Não só porque aprendi muito a ler em miúda nas suas páginas, mas também porque me abriu os olhos para o que fantástico se fazia/faz na BD, no mundo. Todas as capas de Natal tinham um desenho especial, que sempre me encantou. Por estes dias as capas do Cavaleiro Andante de Natal vão também passar por aqui. Considerem-nas um "ghost of christmas past".

P.S.: Uma das melhores prendas que tive, já adulta, foi o completar da colecção do Cavaleiro Andante, à qual me faltava um ano inteiro e vários números soltos. Um dia 20, especial, o meu Cavaleiro Andante fez-me a surpresa, com um pacote de tudo aquilo que me faltava! Obrigada!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Renato Parolin - Árvore de Natal ("On the first day of christmas my true love gave to me"...)

"On the first day of christmas my true love gave to me"... Eis uma música que me acompanha desde sempre, nestes primeiros dias do mês de Dezembro e que podem ouvir na sua versão mais divertida aqui (Muppets e John Denver).

Por aqui, este mês, vão passar muitos "ghosts of christmas past" (nota pessoal: reler o livro "Um Conto de Natal" do Charles Dickens) e até um "ghost of the Christmas present", como o é esta Árvore de Natal feita a partir de um esquema do Renato Parolin, o mesmo autor das "Árvores", publicado aqui
"Celui qui vit d'amour vit d'éternité" - 2015

Como "ghost of the Christmas future", vão aparecer também os meus "Prarie Schooler Santa's", tendo da lista já feito quatro e não vou dizer "humbug" por não ter feito ainda os outros.

Foto: PNLima

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Don Mclean - "Starry Night"


Uma das mais belas homenagens em música ao meu pintor favorito, Vincent Van Gogh. Um destes dias ainda me lanço a bordar um dos seus quadros, caso encontre o esquema!

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

"Elle s'appelait Sarah" - Tatiana de Rosnay

Há temas das história do mundo, do passado séc XX, que me incomodam profundamente (como acredito que aconteça à maioria das pessoas). O período negro da 2ª Guerra Mundial e todo o movimento de extermínio de judeus, ciganos, homossexuais, feitos pelo regime nazi alemão é dos mais perturbantes, de tal forma que há filmes que não consegui ver na sua totalidade, como "O Pianista", de Roman Polanski, baseado em factos verídicos e tendo até o próprio cineasta vivido em criança no guetto de Varsóvia, de tão má memória.

Já há uns meses, a fazermos zapping, descobrimos o filme que tem por base o livro do título do post, "Elle s'Appelait Sarah", cuja edição portuguesa se intitula "A Chave de Sarah", embora o filme se chame "O seu nome era Sarah", com Kirstin Scott Thomas no elenco, de quem somos fãs e rapidamente ficámos colados ao ecrã; desta vez consegui resistir e ver o filme até ao fim. A história passa-se em dois tempos, 1942 e a actualidade.
O período de 1942 relata os factos verídicos ocorridos nesse ano em que foi montada uma operação de captura de todos os judeus existentes na grande Paris por parte das autoridades francesas a mando do Marechal Pétain, e com a posterior entrega dessas pessoas aos alemães, que os irão levar para campos de concentração. O período da actualidade trata da investigação feita por uma jornalista (Kirstin Scott Thomas, no filme), desse momento negro da história de França.

E se alguém duvida destes acontecimentos ainda, devia ler este e outros livros sobre o assunto ou ver alguns dos documentários que por vezes passam nos nossos canais, especialmente na "RTP 2".

"De 1942 a 1944, mais de 11.000 crianças foram deportadas de França pelos nazis com a participação activa do governo de Vichy e assassinados nos campos da morte por terem nascido judeus. Mais de 500 destas crianças viviam no 3éme (bairro de Paris). Muitos deles frequentaram as Escolas Elementares Filles et Garçons PD. de Beranger.
Não os esqueçamos nunca"
Descobri Tatiana de Rosnay num programa literário francês em que ela apresentava o seu livro "Manderley Forever", a biografia de Daphne du Maurier, uma das minhas escritoras favoritas, autora entre outros de "Rebecca" e "Pousada da Jamaica". 
Tatiana de Rosnay e  Mélusine Mayance (a intérprete da "Sarah" no filme)

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Melinda e Melinda / Melinda And Melinda


Já perdi o conto às vezes em que estive sentada com amigos à volta de uma mesa, na qual era contada uma história. Mais tarde ou mais cedo a mesma história voltava à baila mas já numa nova versão, talvez mais elaborada, com novos detalhes e, quem sabe, personagens. Todos nós já vivemos esta situação ao longo da vida, seja através de uma simples anedota ou através de situações bastante sérias e sabemos bem como, por vezes, diversas versões da mesma história podem ser algo simples ou algo de muito mais dramático, porque os que contam a história também têm uma versão diferente nesse território chamado "a verdade dos factos".

Ora é desta base que parte o filme de Woody Allen, "Melinda & Melinda", recorde-se que esta película ainda foi realizada em território americano, já que entretanto optou por viver em Inglaterra devido a esses acontecimentos da sua vida privada tão retratados pela imprensa, dando até origem a diversos livros, aliás recomenda-se vivamente a leitura de "The Unruly Life of Woody Allen" da Marion Meade... uma obra incontornável para os apreciadores do cineasta, mas também para todos os cinéfilos.


Não posso cair no exagero de o considerar o melhor filme que já fez (ainda há pouco tempo passou novamente, num canal de TV, o magnífico "Hannah and Her Sisters" / "Ana e Suas Irmãs", com um fabuloso Michael Caine, sem esquecer o seu tributo à cidade das Luzes em "Meia Noite em Paris"), mas está seguramente entre os melhores, com o bónus, como dirão alguns, de o senhor já não participar como actor.


Parte-se assim, então, de uma conversa entre quatro amigos numa mesa de café/restaurante, em que um escreve textos/peças dramáticas e o outro textos/peças de comédia (Wallace Shawn). Analisam os quatro a possibilidade de uma mesma história poder ser um drama ou uma comédia e assim começam as duas histórias de Melinda (interpretada quer numa quer na outra por Radha Mitchell).

Imaginem então um jantar, no qual se pretende impressionar um dos convidados, onde cai de "pára-quedas" uma visita inesperada, Melinda. A partir daí tudo se complica em relação ao motivo do jantar (já que o objectivo era conseguir-se um papel num filme - drama, ou o financiamento para um filme - comédia), mas sobretudo no que diz respeito à vida das diversas personagens quer da comédia quer do drama.
Estabelecem-se relações. Estas findam. A teia de amores, desamores e as tragédias da vida comum estão todas aqui muito bem retratadas, será a vida um drama ou uma comédia?


Com um elenco sem estrelas de destaque na altura (o filme é de 2004), mas onde se nota a importância de alguns dos intervenientes, nomeadamente Will Ferrell que nos surpreendeu pela contenção (conhecido sobretudo do programa de humor "Saturday Night Live"), que como Hobie (a sua personagem no filme), pode ser considerado um digno sucessor de Allen e suas personagens problemáticas.

Aprende-se, se é que já não aconteceu a muito boa gente ao longo da vida, que a frase "Estas coisas acontecem" pode ser usada tanto no feminino como no masculino.

Para aqueles que não viram este "Melinda e Melinda", recomendamos a sua visão, para os outros que conhecem o filme nunca é demais revê-lo porque nele está a arte do cineasta. Woody Allen, contra ventos e marés, continua a realizar um filme por ano e embora se possa achar que a qualidade dos filmes é oscilante, temos que lhe tirar o chapéu pelo esforço e perseverança.

Notas:
Realizador: Woody Allen / Origem: EUA / Ano: 2004 / Duração: 99 min
Actores: Radha Mitchell, Will Ferrell, Amanda Peet